Intercâmbio Cultural: PIBID de Artes da UFAM promove imersão inédita e une três municípios em Parintins.
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| Pibidianos de Artes da UFAM reunidos em frente ao Bumbódromo de Parintins durante a Residência Artístico-Pedagógica. (Foto: Divulgação/UFAM) |
Você já imaginou viver a arte da Ilha da Magia por dentro dos galpões e currais? Nos dias 15 e 16 de maio, Parintins transformou-se no cenário de uma poderosa e rica troca de saberes com a realização da Residência Artístico-Pedagógica, Etapa Parintins. O evento promoveu um intercâmbio de alto impacto cultural e educacional, reunindo estudantes de licenciatura da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) de três municípios diferentes.
O projeto dá continuidade a uma parceria de sucesso iniciada em 2025, quando a comitiva de pibidianos de Parintins, coordenada pela Profa. Clarissa Suzuki, viajou até Manaus. Desta vez, a "Ilha da Magia" retribuiu a hospitalidade ao acolher os estudantes da capital e de Manacapuru, que vieram acompanhados pelas professoras Orlane Freires e Vanessa Lília para uma intensa e transformadora programação acadêmica no Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) e pelos territórios culturais da cidade.
O que é o PIBID e qual o seu papel na Universidade Pública?
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| Intercâmbio de saberes: Acadêmicos de Manaus, Manacapuru e Parintins debatem processos de ensino e práticas artísticas no ICSEZ. (Foto: Divulgação/UFAM) |
A sigla PIBID significa Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Trata-se de uma iniciativa federal criada para valorizar o magistério e apoiar a formação de estudantes de cursos de licenciatura. Na prática, o programa serve para antecipar o contato dos futuros professores com o ambiente escolar da rede pública.
Por meio de bolsas de estudo, os acadêmicos inserem-se no cotidiano das escolas desde o início da graduação, desenvolvendo atividades pedagógicas inovadoras sob a supervisão de professores experientes. No caso da UFAM, o PIBID de Artes cumpre um papel ainda mais profundo: o de conectar as teorias de ensino à riqueza das manifestações estéticas e identitárias da nossa região.
Do Barracão ao Grafismo Ancestral: Uma Jornada de Aprendizado
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| Imersão e ancestralidade: A pibidiana Kamy Wará lidera vivência sobre grafismo Sateré-Mawé com os futuros professores de Artes. (Foto: Divulgação/UFAM) |
Durante os dois dias de imersão, os futuros educadores mergulharam de cabeça nos processos criativos e estruturais dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. Longe de ser apenas turismo, a visita proporcionou diálogos francos e inspiradores com os próprios artistas e artesãos locais, desvendando como a arte parintinense se organiza e resiste no território.
A programação também se destacou pelo respeito à diversidade e à ancestralidade:
- Conexão Étnica: A pibidiana Kamy Wará conduziu uma vivência profunda de grafismo Sateré-Mawé, oferecendo aos participantes uma experiência de conexão cultural única.
- Economia Criativa e Tradição: Os visitantes conheceram a Feira Criativa local, onde puderam prestigiar a salvaguarda do folclore através de uma apresentação especial do Boi Mirim Mineirinho.
Rede de Apoio e Investimento na Educação
A viabilização de um intercâmbio dessa magnitude só foi possível graças ao esforço coletivo e ao apoio institucional. A coordenação expressa seus sinceros agradecimentos:
- À Secretaria de Cultura pela parceria e cessão dos espaços históricos e culturais;
- Ao coordenador Thiago Brelaz, da Arena Olímpica, pelo acolhimento e suporte logístico aos discentes nos alojamentos;
- Aos professores Evandro Cabo Verde e Carlos Carvalho pelo apoio fundamental nos bastidores.
- "Vida longa aos aprendizados coletivos, enraizados no território e fortalecidos pelo investimento na universidade pública e gratuita!"
Por Roger Pimentel - Panamazônida



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